Na terça, voltei a ler Alguns livros reunidos
de Joaquim Manuel Magalhães.
Queria ver se encontrava o poema d’«os dois paneleiros».
Não encontrei, mas tomei algumas notas.
Não muitas.
Havia lá uma parte em que falava mal dos bolseiros.
Qualquer coisa sobre a necessidade
de repatriar esses dejectos.
Fechei o livro e fiquei à espera
que a vergonha de estar viva
devorasse o meu ridiculum vitae
de baixo para cima
desde a biqueira dos sapatos
até ao meu último nome.
(pág. 61)
