O OUVIDO E O NÃO OUVIDO
Um brusco movimento inesperado, a sua mão
apertou a ferida para conter o sangue,
apesar de não termos ouvido o nenhum disparo
ou silvo de bala. Após um instante,
baixou a mão e sorriu.
Mas de novo apoiou lentamente a palma da mão
sobre o mesmo lugar, tirou a carteira,
pagou nobremente à estalajadeira e saiu.
Então a chávena de café partiu-se sozinha.
Isso ouvimos claramente.
(pág. 71)
