«A propriedade há-de custar-nos a terra.»
Ao fim de décadas de activismo climático pacífico e largamente ignorado, Andreas Malm debate-se com uma questão: como podemos finalmente fazer-nos ouvir? Num apanhado histórico de movimentos de resistência desde o combate à escravatura até ao início do século XXI — as sufragistas, a libertação da Índia, o movimento americano pelos direitos civis, a oposição ao apartheid, a Revolução Egípcia, a resistência palestiniana, entre outros —, o autor revela o papel decisivo da violência popular, da sabotagem e da luta armada a par dos métodos lícitos, aspectos que o Extinction Rebellion e outros pacifistas estritos menosprezam e apagam da História. Opondo-se, de um lado, a uma romantização do pacifismo que falsifica o passado e, do outro, a um fatalismo cínico que condena o futuro, o que Malm nos oferece para esta era de aquecimento global acelerado é um manifesto de esperança no poder popular.
