“A Internacional Letrista, surgida em 1952, foi, nas palavras do seu principal fundador, Guy Debord, «a organização da esquerda letrista» proveniente do conflito com Isidore Isou, por quem, no entanto, Debord se teria sentido encantado um ano antes. A Internacional Letrista afirmava-se, a partir de então, como um «movimento novo que deveria levar rapidamente a uma reunificação da criação cultural vanguardista e da crítica revolucionária da sociedade». Evidenciava-se, assim, o espírito do grupo relativamente ao letrismo como uma rejeição da visão da arte separada da vida e uma afirmação da vontade de «superar a arte» realizando-a no quotidiano, nomeadamente através da prática da dérive.”
Maria Ramalho, em A Deriva na Internacional Letrista: para uma Crítica Radical do Urbanismo (1954-217), revista Punkto
