Um Rio Morre de Sede. Diários – Mahmoud Darwich

17.00

A MÃO DA ESTÁTUA

A mão da estátua, da estátua de um general ou de um artista, estende-se, não para saudar o Sol e a chuva, nem velhos soldados e novos admiradores, mas como a mão de um nobre mendigo que pede esmola a quem passa, não para o ajudar a voltar a andar; mas cobrir os custos da eternidade. O melhor que esta mão da granito recebe é um ramo de rosas que um homem comprou para uma mulher que o deixou sozinho à espera junto à estátua.

(162

Esgotado

Descrição

Um Rio Morre de Sede. Diários
(trad. Manuel Alberto Vieira)
Mahmoud Darwich

Flâneur, 2025
190 p.