A MÃO DA ESTÁTUA
A mão da estátua, da estátua de um general ou de um artista, estende-se, não para saudar o Sol e a chuva, nem velhos soldados e novos admiradores, mas como a mão de um nobre mendigo que pede esmola a quem passa, não para o ajudar a voltar a andar; mas cobrir os custos da eternidade. O melhor que esta mão da granito recebe é um ramo de rosas que um homem comprou para uma mulher que o deixou sozinho à espera junto à estátua.
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