AMANTES
Uma sirene a ecoar
pela noite fora,
na eterna reocupação do espaço,
tumulto que soterra
este compêndio das passagens,
quase rasurado
na fulgurância de ímpetos moídos,
quase galáxia exuberante
ao alcance de uma mão aberta,
com pernas, braços e crânios
em camas de amantes separados.
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