É uma festa, um banquete, uma feira de diversões, uma explosão de múltiplos prazeres garantidos, quando a pessoa enfia na cabeça que é capaz de fazer várias Coisas ao mesmo tempo, de uma só vez, simultaneamente.
Esta é a razão das pessoas: assolados por uma luta insana contra o desespero, a melancolia, a angústia que as ataca sem motivo, sem razão por elas descortinável, pegam nas suas Coisas e movem-nas. Embora tenham igualmente inventado as doenças, os traumas, os problemas sem solução, os dias inacabados, os desaires, e os lapsos para se entreterem.
Rui de Almeida Paiva, As pessoas das coisas.
