Nas montanhas do Marão (re)encontramos as nossas ancestrais, mulheres que lutam e resistem. Sussurram memórias silenciadas e cantam para espantar a solidão dos dias. Guardiãs de pés descalços e de lembranças de tempos duros, de histórias e cantigas do passado, mas com o futuro no olhar.
O manto que as envolve foi cosido de retalhos vivos dos caminhos que fazem parte do quotidiano e da sua sabedoria. Também ele foi crescendo, florescendo e secando ao longo do processo de criação.
Esta publicação é uma celebração destas Bravas, figuras mitológicas vivas, arquétipos da natureza na sua forma mais bela e mais crua.
