Reduzida a um lugar de desolação e bas-fond, o que resta da sacerdotisa grega? Resta-lhe a eloquência, a tragédia da linguagem não ser suficiente para reter Jasão, a fúria de não habitar lugar nenhum — nem a roulotte, nem Corinto, nem a Cólquida. Esta “Medeia” é um ato de coragem e abandono — uma coragem que se inflama na destruição de si e dos outros, e no abandono de tudo (inclusive do corpo, último vaso). Sem amor vale a pena viver?
Publicação da versão cénica de Medeia, de Jean Anouilh encomendada pela companhia Público Reservado, a Isabel Morujão que estreou em 2017, no Teatro Campo Alegre( co-produção Teatro Municipal do Porto e teatro mosca).
O Livro contêm prefácio de Isabel Morujão e textos críticos de Jorge Palinhos e Rui Manuel Amaral.
