O Marinheiro / A Mais Terna Ilusão – Fernando Pessoa/ Ricardo Boléo

12.00

Quando estreámos, a 13 de dezembro de 2013, A Mais Terna Ilusão, nome que demos ao espetáculo em que eu e o Ricardo Boléo escrevemos a partir de O Marinheiro, tivemos algumas dúvidas de autoria: colocar-nos-íamos como autores do texto, ao lado de Fernando Pessoa? Essa autoria partilhada pressuporia uma cumplicidade, ou não? O que pensaria Fernando Pessoa se o tivéssemos convidado para escrever connosco?
O teatro é um lugar de fantasmas. O Marinheiro também os chama. E, agora, tudo isto me parece óbvio — o tempo só o é depois de passar. Por isso, sei que esse texto foi iniciático. (…) Ofereceu ao UMCOLETIVO a matriz poética do labor: foi a partir desta pedra que abandonámos a aparência do teatro para fazermos um pacto com aquilo que nele nos assombra.
/// Cátia Terrinca

O Marinheiro, peça de teatro que Fernando Pessoa denominou “drama estático em um quadro”, foi publicada no primeiro número de Orpheu.
Numa carta a João Gaspar Simões, datada de 11 de dezembro de 1931, Fernando Pessoa diz: “O ponto central da minha personalidade como artista é que sou um poeta dramático”. Pessoa quer assim rejeitar a ideia de que é ‘apenas’ um poeta mesmo quando escreve poesia. E em Tábua Bibliográfica, o autor afirma que a individualidade dos seus heterónimos “forma cada uma uma espécie de drama; e todas elas juntas formam outro drama”, unidade dramática a que Fernando Pessoa chamou “drama em gente”.
Com a criação destas individualidades, não apenas literárias mas com biografia definida, várias maneiras de ser, várias estéticas, interações entre si e também com Pessoa ortónimo, o autor tinha em vista a produção de uma obra de arte total de revelação das almas.
/// Ricardo Boléo

/// UMCOLETIVO: www.umcoletivo.pt/

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O Marinheiro / A Mais Terna Ilusão
Fernando Pessoa/ Ricardo Boléo

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