Annie Goldman
Inspirada pelo método estruturalista genético, já utilizado na sociologia da literatura, Goldman analisou uma década do cinema: 1958-1968. Esta época supõe a erupção no cinema de uma problemática: as mutações da sociedade moderna e as suas consequências sobre os indivíduos. O homem perde a sua identidade dominado por mecanismos que não compreende, isolado num universo em plena transformação.
O Maio de 1968 foi a explosão violenta destas contradições que o cinema soube expressar, acarretando a elaboração de novas estéticas e linguagens cinematográficos capazes de representar o dilema do homem moderno.